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Uma chuva de verdades. Eu, bem mais novo, cai numa dessas e comprei os Irmãos Kamarazov em uma edição belíssima, carríssima, mas que eu fui ler muito tempo depois (6 ou 7). Não é que fosse impossível ler: eu não tinha o mínimo necessário para extrair o melhor dali. A verdade é que devemos começar com pequenos contos, fábulas, crônicas, histórias bem diretas, igual criança, para depois ir aumentando a dificulda Entretanto, como bem falou o autor, esse tipo de literatura não alimenta a imagem. Bastaria eu falar que li Dostoiévski (por que não falar que li duas, três) e dizer ao mundo: HABEMOS UM HOMEM CULTO! LI O CALHAMAÇO! - e consultar o resumo no GPT né? Vai que alguém faz pergunta...

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Nossa, texto perfeito! A minha solução para esse problema foi ser mais humano e menos arrogante. Entender que todos têm o mesmo valor, independentemente de suas atitudes, me ajuda muito nisso. Não quer dizer que eu seja um santo; quer dizer que eu posso ter compaixão e misericórdia pelo meu coleguinha, mesmo que ele nunca tenha lido nenhum autor russo famoso.

Quanto à leitura, o que me ajuda a ser mais honesto é ser um leitor medíocre, que só lê quando tem vontade. Eu não me obrigo a ler há um bom tempo, e é uma ótima escolha, eu acho. Por isso, também me falta leitura, mas eu quero manter a minha liberdade. Tenho medo de não absorver, de não entender, de não tragar e me tornar isso; em consonância com isso, é impossível fazer isso se não for no meu ritmo. Também é uma forma de me sentir mais seguro por causa do analfabetismo funcional e do medo de não absorver o que leio.

Esses caras realmente me puseram uma pulga atrás da orelha que não sai mais de mim; tanto é que parei de ler Os Irmãos Karamázov por isso (é óbvio que eu me arrependo disso), ainda que eu estivesse em uma das minhas primeiras leituras (a minha primeira depois de O Pequeno Príncipe foi Crime e Castigo kkkkkkkkkk), eu estava bem nela.

Olavo de Carvalho foi uma dualidade interessante, na minha opinião, entre causar uma insegurança gigantesca na classe estudantil brasileira e, ao mesmo tempo, contribuir bastante. Sinceramente, eu acho bom que tenhamos essa insegurança, já que ela é capaz de trazer grandes talentos — ou não — à cultura, o que é bom. Modéstia à parte, os talentosos vão superar a insegurança, ou ao menos percebê-la rapidamente.

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